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James Akel diz o que ninguém tem coragem de dizer

James Akel falou em seu blog o que ninguém tem coragem de dizer. Leia na integra a matéria que trata a relação da Globo com o grupo Time.

EQUÍVOCO HISTÓRICO DA TV

 Na montagem da Rede Globo, feita porRoberto Marinho, houve, sim, dinheiro vivo do grupo Time, mas jamais houve qualquer papel assinado dando ao Time participação presente ou futura na Globo.
O motivo do dinheiro não era porque o Time gostava de Marinho.
A razão era puramente militar.
Os Estados Unidos, que bancaram por muito tempo a Revolução de 64, usaram o Time para repassar dinheiro para Marinho criar uma rede de TV para dar cobertura ao Regime Militar.
Não podiam usar a TV Excelsior que não era confiável.
Tanto que Castelo Branco cassou a Panair, que era do dono da Excelsior, e era a sustentadora da Excelsior que era deficitária, mesmo sendo líder.
A Panair estava para a Excelsior do mesmo jeito que a Igreja Universal está para a Record.
A Panair fechava o caixa da Excelsior.
Sem a Panair, a Excelsior deixou de cumprir pagamentos.
A Tupi também não era confiável.
Então, restou a possibilidade de se criar a Rede Globo, com Roberto Marinho aceitando as regras do jogo.
E o dinheiro do Time foi a sustentação americana em forma de dinheiro vivo.
Muitas foram as vezes que se pagavam contas com dinheiro vivo, que aparecia sabe-se lá de que forma.
E tudo bem administrado por um americano que era o representante americano na Globo.
E a meta era dar dinheiro até que a empresa fosse lucrativa e não precisasse mais dele.
A Globo precisava de credibilidade financeira num mercado que, na época, carecia disso.
Mas, jamais, em tempo algum, aconteceu nenhuma assinatura de posse de ações da empresa por parte do Time.
Isto é fato.
Assim como é fato que a compra da TV Paulista, feita por outras pessoas que não Roberto Marinho, para depois revenderem a TV Paulista para Roberto, também é fato.
A mais estranha venda da história da tv passou, primeiro, pelas mãos de dois amigos de Marinho para, depois, Marinho colocar sua mão em algo já limpo.
Um desses amigos que participaram da compra, ganhou de presente uma emissora no interior do Estado, toda montada.
O outro não desejou ter nada de propriedade, apenas um contrato vitalício com a Globo, onde ele ganhava muito bem e não tinha função definida, a não ser o fato de ser assessor especial de Roberto.
O dinheiro do Time foi uma missão militar e, não, comercial.
E Roberto Marinho nunca esteve vinculado societariamente em contrato com o Time.

Eryk Mykael Gonçalves

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